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A vida é essa loucura mesmo

  • Foto do escritor: Juliana Cremonine
    Juliana Cremonine
  • 17 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Quando eu falo coisas como "a vida é essa loucura mesmo" e "a gente tem que aproveitar e prestar atenção no que importa", não importa pra quem eu tô dizendo... eu tô sempre falando pra mim primeiro. 



Coloquei esse vídeo na minha rede social com a legenda SÓ MAIS UMA SEGUNDA-FEIRA NORMAL NA MINHA CASA e foi um explosão de emojis de olhinhos apaixonados e chorrindos. As pessoas parabenizavam a forma leve de ver as coisas e de curtir meus filhos.

E aí eu me senti uma fraude.


Na rede social ninguém tava vendo o quarto bagunçado, a roupa suja no cesto e a louça na pia. Fora as panelas vazias de um almoço que precisava ser feito porque já era meio-dia só que nem o café havia saído da mesa.

Ninguém viu que o vídeo foi feito de dentro do banheiro por uma mãe que só queria fazer xixi rapidinho.


Naquele momento do vídeo não tava rolando estresse apesar de tanta coisa por fazer. Eu já havia corrido com as mãos pra cima junto deles antes e tava até suada de brincar assim. Eu havia escolhido deixar tudo pra depois mesmo, pro jeito que desse, porque o sorriso dos meus filhos me convenceu que estar alí era muito mais importante.


Só que não é assim sempre.

Escolher demanda esforço. Demanda emocional equilibrado (se é que isso existe) e demanda sensação de liberdade.

Tem dias em que eu não consigo escolher ser leve mesmo que eu queira muito e eu acho que é pela necessidade que a gente tem de sentir que controla alguma coisa... só um pouquinho... só de vez em quando.

Isso não é pecado, viu? Querer silêncio às vezes, querer sentar um pouco ao invés de virar pista de carrinho ou querer assistir uma série imprópria para menores de 18 sozinha. Querer exercitar a individualidade só te torna uma mãe (ou um pai) melhor.


Mas a danadinha da culpa bate forte e: ou a gente se sente um lixo por ter escolhido fazer alguma obrigação, ou a gente posterga e anula quem a gente é. Deixa pra depois aquele café, deixa pra outro dia aquele descanso, planeja pra outro ano aquele evento. E vai se desconstruindo, se decompondo até virar "apenas" uma pessoa que cumpre um papel numa rotina.


Deixa eu te falar uma coisa: VOCÊ É MUITO MAIS IMPORTANTE QUE ISSO!

Você tá mostrando o mundo pra alguém. E essa pessoinha que se chama seu filho (no meu caso essas) precisa ver tudo, não apenas o recorte da própria vida limitada pela idade. Ele precisa ver você se amar e se priorizar também pra que ele aprenda que isso é importante e pra que faça isso por si no futuro. Ele precisa ver que existe diversão e sorriso, alegria na bobeira!


A vida é essa loucura mesmo!

Sempre vai ter conta, sujeira e afazeres esperando a gente. E não vai ser sempre que vamos poder ignorar tudo isso.

Mas também não é sempre que haverão bracinhos (de criança pequena e, principalmente, de uma adolescente) pra cima gritando e chacoalhando, vendo a maior graça em correr pela casa e chamando você pra participar.


Só mais uma segunda-feira normal na minha casa


 
 
 

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